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“Ele teria sido um Neymar”, diz Maitê Proença

Eu sempre gostei muito da forma como a Maitê Proença escreve. Não só porque ela é minha amiga, mas porque é realmente talentosa. E se tem uma coisa que ela gosta – além de atuar e escrever – essa coisa é futebol.

Pois foi justamente esse o tema de um artigo que escreveu semana passada para o Estadão. Mas ela não falava sobre a Copa do Mundo – pelo menos não especificamente. Falava, de uma maneira comovente, de seu irmão Zuza, falecido precocemente.

Ele queria ser jogador de futebol, mas o pai nunca deixou. “Morávamos perto do campo do Guarani, em Campinas, e houve época em que dava pra subir pelas paredes e assistir aos jogos empoleirados nos muros do estádio. Pequena, acompanhava o irmão mais velho e, ali do alto, ele ia me explicando os lances cheio de gás e vontade de descer e mostrar seu jogo. Um dia, Zuza foi convidado pra integrar o juvenil do time e chegou em casa eufórico para contar a novidade. Chumbo. Meu pai não deixou. Zuza tinha de estudar, futebol era lazer, estava fora de questão (…)Penso que se o pai não tivesse inibido seus desejos, teria sido um Cristiano Ronaldo, um Neymar, um Pelé!”.

Comovida, Maitê Proença recorda do irmão, de suas aventuras de infância e de seu amor por ele, tudo em um simples artigo (leiam na íntegra aqui). E encerra com uma mensagem de otimismo que eu também adorei: “Zuza me ensinava. Era o maior! Quando vejo Coutinho, Willian, Firmino e Neymar enfeitiçando a bola, me lembro do Zuza, me encho de orgulho, e me tomo de esperança pela graça diversa do Brasil”.

 

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Por: Silvana Tinelli

Nascida no Egito, mas com o coração dividido entre a Itália e o Brasil, Silvana Tinelli faz de tudo um pouco. Em sua rotina dinâmica, Silvana se divide entre suas paixões: a arte, a criação de suas cerâmicas, as viagens - com segredos que só ela conhece - os eventos com seus amigos, a fotografia e a gastronomia.