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A linda história de superação do pianista e maestro Marcelo Bratke

Amigos, tive a honra de entrevistar o pianista e agora maestro Marcelo Bratke. Além de muito talentoso, ele tem uma história de vida belíssima. Quando começou a tocar piano, aos 14 anos, Marcelo sofria de catarata congênita e não enxergava muito bem.

“Nasci com um problema visual grave e desenvolvi uma atrofia no nervo ótico e tinha 2% de visão no meu olho direito e 7% de visão no olho esquerdo. Mas como nasci assim, não tinha parâmetro do que era enxergar bem. Então, sempre fui muito apegado aos sons, ao olfato, ao tato”, me contou Marcelo Bratke.

Fiquei impressionada quando ele me contou que, aos 14 anos, tocou “Prelúdio”, de Chopin, de ouvido. Ele passou anos tocando de ouvindo porque tinha muita dificuldade de ler as partituras. Com isso, desenvolveu uma memória musical impressionante.

Há 12 anos, conseguiu operar os olhos. “Fiquei tão assustado quando tirei a bandagem dos olhos que pensei: nossa, são vocês, tijolos? Vocês têm essa cara? Aí veio minha mulher… achei ela linda”. Fiquei arrepiada de ouvir essa história.

Ele também tem um projeto lindo com sua esposa, levando a obra de Villa-Lobos a comunidades carentes, crianças e presídios, na forma de uma vídeo-arte combinada à apresentação de piano. Disso, nasceu o projeto Cinemúsica, que ganhou projeção internacional. Outros trabalhos lindos estão sendo realizados pelo artista, que também está com uma agenda de apresentações agitada.

Então, convido vocês a assistirem a essa entrevista com Marcelo Bratke. Duvido que não se emocionem.

 

 

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Por: Silvana Tinelli

Nascida no Egito, mas com o coração dividido entre a Itália e o Brasil, Silvana Tinelli faz de tudo um pouco. Em sua rotina dinâmica, Silvana se divide entre suas paixões: a arte, a criação de suas cerâmicas, as viagens - com segredos que só ela conhece - os eventos com seus amigos, a fotografia e a gastronomia.