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Quero um pet. E agora?

Quando decidimos ter um animal de estimação começam as dúvidas. Quero um cão, gato, ave ou réptil? Devo comprar ou adotar? Existem tantas coisas a decidir e afinal você quer só um pet para companhia! Bom, muita calma nessa hora…

Primeiramente vamos analisar qual é a sua rotina de vida e o ambiente onde mora. Se você mora em casa ou apartamento e se tem tempo para ficar com os animais, se tem filhos… Se mora em casa com bastante espaço dê preferência a raças grandes. Caso more em apartamento e não tenha muito tempo, sugiro um gato ou um pássaro. Quem sabe uma tartaruga ou iguana?

Se você já optou por um cachorro, existem múltiplas opções. Maltês, Cavalier, Spitz, Shi Tzu e Yorkshire se adaptam muito bem em espaços pequenos e podem passear pouco também. Cuidado com as aparências: você pode se enganar muito! Os Jack Russel, por exemplo, são pequenos e têm pelo curto, mas têm muita energia e precisam de espaço. O Pastor de Shetland, ao contrário, é um cão de porte médio e muito peludo, mas é muito calmo e se adapta bem aos idosos. Os braquicefálicos (aqueles de focinho achatado) são um encanto, mas prepare o bolso, pois fará frequentes visitas ao veterinário, principalmente se a escolha for por um Buldogue Francês, atualmente meu preferido pelo seu jeito gentil e brincalhão. Se você tem filhos, dê preferência a raças de índole pacífica. Enfim, estude as raças e suas características. É divertido, eu garanto.

Sobre a adoção, eu gostaria de abrir um parêntese: nem todo criador é um monstro explorador, existem muitos criadores que criam com consciência e, na minha experiência, pessoas que pagam por um animal, seja ele de raça ou não, dificilmente o abandonam ou passam o cãozinho pra frente, portanto não há nada de errado em comprar um cão. Por outro lado, adotar é um ato nobre. Sem dúvida existem inúmeros cãezinhos precisando de um lar. Se você não deseja nenhuma raça em particular, procure ONGs que fazem esse serviço, veterinários, fale com os amigos… e, se encontrar algum que tenha a sua cara, vá em frente. Você poderá se surpreender positivamente com a reação do seu novo amiguinho.

Converse bem com pessoas que têm cães, gatos, aves ou répteis para decidir a espécie e depois escolha a raça juntamente com um veterinário que poderá te indicar criadores sérios ou ainda particulares que cruzaram suas fêmeas.

Meu conselho final é: nada aqui é cartesiano! Já vi vários clientes pagarem fortunas por animais supostamente micro e estes crescerem muito. Ou então raças tranquilas que se tornam agitadas e vice-versa, afinal estamos falando de seres vivos! Certo, existem as características de cada raça, mas nem sempre são determinantes de como será a índole ou o biótipo do seu pet. Dito isso, siga em frente e seja feliz.

 

Fotos: Flickr/ Torrey Wiley e acervo pessoal

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Por: Michele Sandrault

*Michele Sandrault (CRMV SP 6466) é diretora proprietária da Clínica Veterinária Pet Pillow e dona do Golden Retriever Farofa, dos buldogues franceses Chicharito e Manoelita e dos gatos Gardenal e Hadji.