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Incrível viagem pelo Rio Tapajós

Amigos, viajamos pelo mundo inteiro a procura de natureza, mares e novidades, quando no Brasil temos tudo isto. As belezas, o tratamento do povo, as gentilezas e educação não existem em nenhum lugar no resto do mundo. Isso eu posso garantir!

Há algum tempo estivemos em um cruzeiro pelo Rio Tapajós, na Região Norte do País. Uma região de muitos encantos, mistérios, lendas e mitos, de muitos sabores, de muitas culturas e ritmos. Quem ainda não conhece a região vale a pena programar uma viagem para lá.

Começamos o passeio pela cidade de Santarém, no Pará. Fundada em 22 de junho de 1661, a Aldeia dos Tapajós recebeu o nome de Santarém, em 1758, ao ser elevada à categoria de vila. O nome, derivado de Santa Irene, foi dado em homenagem a Santarém de Portugal.

Carinhosamente conhecida como Pérola dos Tapajós, Santarém é uma agradável cidade localizada na região central da Amazônia, na confluência dos rios Amazonas e Tapajós. É justamente em frente à cidade onde ocorre o espetáculo do encontro das águas desses grandes rios, que fluem por quilômetros, lado a lado, sem misturar suas águas de cores e densidades diferentes.

Uma particularidade da região de Santarém, não tão comum aqui no Sudeste, é o transporte hidroviário. Esse é o meio mais importante de locomoção de passageiros e de transporte de cargas, graças aos vários rios que formam a rede hidrográfica (Amazonas, Tapajós, Arapiuns, Curuá-Una, Moju e Mojuí) e desempenham um papel importante da economia local.

Em Santarém pegamos uma excursão de 4 dias e 3 noites, num barco chamado Tupaiú. Os membros da tripulação foram todos muito prestativos. O barco era simples, porém limpo, bem conservado, além de muitas variações de programas.

Nossa primeira parada foi na Praia Maria José. É uma ponta de areia, nas margens do Rio Tapajós, em frente ao Aeroporto de Santarém. A maioria das praias da Região Norte é acessada por meio de barcos. Ao encostarem sua quilha na areia da margem, provocam buracos. Esses buracos são chamados de “peral” pela população local.

Em Maguari, apreciamos os trabalhos de artesanato desenvolvidos pela comunidade. Encontramos bolsas, animais, bolas e acessórios feitos de látex, palha e sementes. Ao chegarmos à praia, encontramos um cenário exuberante pela sua tranquilidade, ótimo para tomar banho e descansar. Esse vilarejo foi visitado pelo príncipe Charles, da Inglaterra, em 2009. Ele se reuniu com especialistas para discutir os desafios para o desenvolvimento sustentável.

As águas claras de Alter do Chão encantaram Jacques Cousteau. O fascínio com o lugar foi tanto, que ele o batizou de “Caribe da Amazônia”. O jornal inglês The Guardian aponta Alter do Chão como o lugar de praia de água doce mais bonito do mundo. A melhor época para visita é durante o verão amazônico, que ocorre de agosto a dezembro. O mês de setembro, em especial, é uma atração à parte, pois, pela diminuição do volume de água, formam-se bancos de areias e praias, que ficam mais visíveis por causa da vazante do Rio Tapajós. A temperatura em setembro é mais amena.

Alter do Chão também surpreende por oferecer gratuitamente acesso à internet em sua praça central pública.

Finalizamos o passeio na Praia de Icuxi, na areia sob o luar, provamos um banquete à base de peixe fresco com sal e limão, regado a caipirinha ou suco de frutas. Tal banquete é conhecido como Piracaia (pira = peixe e caia = brasa). Esse costume local foi criado pelos pescadores durante a pesca. É sempre realizado à noite e são utilizados bambus para fazer a grelha da churrasqueira.

Uma experiência inesquecível que sempre vale a lembrança!

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Por: Silvana Tinelli

Nascida no Egito, mas com o coração dividido entre a Itália e o Brasil, Silvana Tinelli faz de tudo um pouco. Em sua rotina dinâmica, Silvana se divide entre suas paixões: a arte, a criação de suas cerâmicas, as viagens - com segredos que só ela conhece - os eventos com seus amigos, a fotografia e a gastronomia.