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Por uma medicina imaterial, mental e espiritual

A medicina tem sofrido de um mal comum. De repente, ser técnico basta. Mas os novos conhecimentos de física e os efeitos placebo e nocebo mostram que não basta. Aliás muito longe da solução ideal.

O próximo grande avanço na medicina será compreender que a vida espiritual está ligada à física e, se combinarmos ambas, descobrimos a cura maior de todas. Ora, hoje sabemos que a matéria é um produto da consciência. A princípio isto é maravilhoso, mas por outro lado invoca o maior desafio de todos: o autoconhecimento, pois a nossa mente é extremamente complexa.

Culpas, medos, sonhos e inseguranças têm um impacto direto na nossa realidade. Dentre as infinitas possibilidades disponíveis, segundo a física quântica e a nossa imaginação, vivemos apenas uma de cada vez no nível consciente. E isso tem um impacto direto na nossa realidade, incluindo a nossa saúde.

O bom médico é aquele que transmite amor, carinho e confiança com a hipótese mais otimista, sem deixar de considerar as demais hipóteses cabíveis. Aquele que age assim, mesmo sem saber, está aplicando os conhecimentos mais modernos da física na cura do paciente.

O médico seguro, confiante (embasado no seu conhecimento) e otimista leva à realidade da cura. Por outro lado, um médico frio, impessoal e arrogante pode matar o doente com um comentário negativo, muitas vezes sem o menor embasamento.

São inúmeras as evidências que documentam a postura otimista de um médico na cura dos pacientes quando comparados com aqueles mais impessoais e indiferentes no relacionamento. Tenho resultados incríveis no meu consultório. Verdadeiros milagres. Alguns foram citados no meu livro “Desejo, logo realizo”.

Um estudo revelou que o único ponto comum nas pessoas centenárias era a atitude otimista. Nem a dieta, nem os hábitos. Tinham uma percepção positiva diante da vida.

É claro que a alopatia é ideal para os processos agudos, mas nas patologias crônicas os tratamentos são imperfeitos e ineficazes. Já os resultados positivos observados nas terapias alternativas são frutos da organização da consciência do indivíduo. E, portanto, mudam positivamente sua percepção e a própria realidade.

Por isso, acredito que a medicina ideal é aquela que analisa cada caso individualmente, e não de uma maneira geral como regem os protocolos de hoje, que nos tratam como se todos fôssemos iguais.

Além disso, vale adotar atitudes como rezar todas as manhãs ou meditar diariamente. Também tente, durante o exercício físico, enxergar e sentir com seu coração sua vida plena e repleta de realizações. O resultado prático é incrível.

Deixo claro que sou um médico alopata clássico e que não abro mão dos tratamentos intensos de casos graves nos hospitais. Mas entendo que nas doenças crônicas temos outras ferramentas curativas que são bem diferentes das que a alopatia oferece hoje.

 

Foto: Flickr/Alan E

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Por: Roberto Zeballos

Dr. Roberto Zeballos é cli?nico-geral, imunologista e alergista. Ele já publicou va?rios trabalhos em revistas especializadas internacionais e ministrou palestras para me?dicos e estudantes de medicina nos Estados Unidos e no Me?xico. Hoje, dedica-se a seus pacientes no consultório e nos hospitais Si?rio-Libane?s e Albert Einstein.