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A história das máscaras de Veneza

Um dos principais símbolos do carnaval no mundo vem da Itália, como já contei aqui. Mas vocês conhecem a história das máscaras de Veneza?

Tudo começou em 1268, data da lei mais antiga limitando o uso indevido das máscaras: neste documento, homens que usavam máscaras e eram chamados de mattaccini foram proibidos de jogar ovos contra as senhoras que andavam nas ruas. Detalhe: os ovos eram uma ferramenta de conquista, pois eles esvaziavam as cascas e enchiam com água de rosas.

A história das máscaras de Veneza é isso: tem um quê de transgressão – afinal, não se sabe se quem está atrás delas é homem, mulher, jovem ou velho – e da “doce ilusão do carnaval”, como diz a música.

Na cultura veneziana, o termo “máscara” se referia antigamente à atividade de “vestir barba e bigode falsos”. “Máscara” era também o apelido dado às mulheres que se disfarçavam de homens e aos homens que se disfarçavam de mulheres. Logo a máscara tornou-se um símbolo de liberdade de todas as regras sociais da época.

A produção das máscaras – em sua maioria feitas de papel maché – foi aumentando e já em 1773 havia oficialmente 12 lojas de máscaras em Veneza. Hoje esse número é muito maior, mas elas continuam todas encantadoras. Eu estive lá no começo do mês e visitei uma loja para mostrar para vocês. Assistam ao vídeo!

 

 

 

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Por: Silvana Tinelli

Nascida no Egito, mas com o coração dividido entre a Itália e o Brasil, Silvana Tinelli faz de tudo um pouco. Em sua rotina dinâmica, Silvana se divide entre suas paixões: a arte, a criação de suas cerâmicas, as viagens - com segredos que só ela conhece - os eventos com seus amigos, a fotografia e a gastronomia.